Saúde

Intestino: a idade avança, os riscos aumentam

© dimdimich - iStockphoto
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Quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver câncer do intestino grosso, a terceira causa de morte no mundo; a quinta neoplasia mais diagnosticada no Brasil e a segunda entre mulheres na região sudeste.

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 26.990 novos casos no país entre 2008 e 2009.

É fácil evitar. O tumor colorretal precisa de décadas para se desenvolver. Por isso, a idade de sua maior aparição está em torno dos 60 anos.

Quase sempre ele começa através de um pólipo – lesão benigna que cresce na mucosa do intestino grosso e pode evoluir lentamente até se transformar num tumor maligno. Geralmente não causa sintomas e só é descoberto no exame de colonoscopia ou Raios X do intestino (chamado de enema opaco).

Na fase de benignidade, é possível retirar o pólipo durante a colonoscopia, sem necessidade de cirurgia, impedindo que ele se transforme em câncer. Daí a importância da prevenção. Cerca de 40% dos sexagenários têm pólipos.

Além dos exames, é fundamental para prevenção do câncer de intestino o consumo diário de fibras e a redução da quantidade de gorduras, principalmente de origem animal (como carnes gordas, manteiga e queijos amarelos), álcool e fumo.

Ricos em fibras que protegem o intestino por facilitar a evacuação, cereais, frutas, legumes e vegetais frescos aumentam o bolo fecal, aceleram o trânsito intestinal e diminuem o tempo de contato de substâncias carcinogênicas com a parede do intestino. Alimentos salgados e defumados (linguiças e salames), assim como os corantes, contêm carcinógeno.

Com frequência, o tumor de intestino cresce de forma silenciosa. Os sintomas só aparecem quando a doença está em fase avançada. Alguns sinais podem denunciar a sua presença: sangramento anal; sangue ou muco (catarro) nas fezes; alteração no ritmo intestinal, ou seja, diarreia e constipação alternadas; vontade frequente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta (puxos); dor ou desconforto abdominal ou anal; fraqueza; anemia; sensação de gases ou distensão; e perda de peso sem causa aparente.

O bom resultado do seu tratamento está diretamente relacionado ao diagnóstico precoce. Quando o câncer colorretal é detectado em fase assintomática, o índice de sobrevida alcança 90%.

História pessoal ou familiar de pólipos benignos, câncer do intestino, retocolite ulcerativa ou Doença de Crohn de longa duração, câncer de mama, ovário ou útero são situações que aumentam o risco de desenvolvimento da doença.

Em torno de 75% dos casos novos de câncer de colo e reto surgem em pessoas sem fatores predisponentes reconhecidos. Quem não tem antecedentes para câncer deve ser examinado a partir dos 50 anos e fazer anualmente pesquisa de sangue oculto nas fezes. A partir dos 60 anos, precisa acrescentar colonoscopia e repetir o exame em cada dez anos.

Sedentários possuem maior risco em desenvolver o mal. Pessoas com história familiar conhecida de câncer no intestino, de adenomas ou de tumores colorretais prévios, bem como de doenças inflamatórias de longa duração, são consideradas como grupo de risco e devem fazer prevenção ou detecção precoce.

Quando descoberto tardiamente ele pode ser fatal.

Quando descoberto no começo, a sobrevida ultrapassa 90%.

Daí a importância de sua detecção precoce, quando a possibilidade de cura é grande.

Toda pessoa com sangramento pelo ânus deve procurar o médico especialista para investigação clínica, incluindo exames de toque retal e endoscópico.

Para tumores no reto (porção do intestino grosso antes do canal anal) o diagnóstico pode ser realizado pelo médico em seu consultório através de toque retal; já o de câncer de cólon exige a colonoscopia.

Outro exame importante para detecção precoce do câncer do intestino grosso e do reto é o proctológico. Ele consiste no toque retal e na retossigmoidoscopia (exame da parte mais baixa do intestino).

Quando encontrado em fase inicial, o câncer do intestino pode ser curado através de cirurgia. 
Em casos mais avançados são necessárias operações maiores e associação de quimioterapia e/ou radioterapia.

Conscientização e prevenção

Informe-se. Converse com o seu médico.

– Saiba o histórico de sua família.
– Saiba o seu grupo de risco.
– Faça exames.
– Adote medidas preventivas no seu dia-a-dia.
– Oriente pessoas do seu convívio de como é possível prevenir o câncer do intestino com exames.

Publicado originalmente na edição 1 impressa do Guia da 3a Idade

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