Saúde

Câncer renal

© Depositphotos / Michael Osterrieder
© Depositphotos / Michael Osterrieder

O câncer renal se desenvolve nos revestimentos dos túbolos  renais e os sintomas podem incluir fadiga, anemia,  sangue na urina, perda de apetite,  febre e nódulo na parte inferior das costas.

Para abordar temas como atualização no diagnóstico clínico e radiológico – especialmente o carcinoma de células renais (RCC) que representa cerca de 90% de cânceres nos rins -patologia e biologia molecular, avanços na cirurgia renal e novos tratamentos como terapia-alvo e imunoterapia,  a  Novartis  (www.novartis.com.br) reuniu em São Paulo   especialistas do Brasil e do  Exterior.

Entre os  especialistas da área de Uro-Oncologia,  estavam presentes   o dr. Nizar M. Tannir, MD, professor e vice-presidente do Departamento de Oncologia Genitourinaria da Universidade do Texas MD  Anderson Cancer Center, Houston, e o dr. Christopher  G. Wood, MD, professor e vice-presidente do Departamento de Urologia da mesma instituição.
Na ocasião,  o dr. Álvaro Sarkis, urologista e médico assistente do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo nos  concedeu  esta entrevista.

É  difícil de ser diagnosticado e o paciente pode descobrir quando o carcinoma de células renais   já está em estágio avançado.  Doença duas vezes mais comuns em homens com idade aproximada entre  55 e 60 anos,  o diagnóstico é feito por exames de imagem e biopsia.

1. Quais as causas do câncer renal?

Essa é uma pergunta de US$ 1 milhão. Sabemos apenas de algumas predisposições como fumo, contato com chumbo e anilinas. A idade é um fator importante. A maior parte dos pacientes já passou dos 50 anos. Mas mais por uma questão do envelhecimento natural. A maioria dos cânceres afetam as pessoas a partir dos 40 anos.

2. Quais os procedimentos para evita-lo?

Não existe, em nenhum lugar do mundo, uma política para rastrear o câncer no rim. A exceção são em pacientes que têm ciência de sofrerem de algumas síndromes que predispõem a doença, como as síndromes Von Hippel-Lindau (VHL), Birt-Hogg-Dube (BHD) e Hereditary Leiomyomatosis and Renal Cell Cancer (HLRCC). É uma doença muito difícil de se estabelecer um fator causal, como ocorre por exemplo com pacientes fumantes que tenham câncer de pulmão. O que se pode indicar são hábitos de vida saudáveis, assim como indicamos para qualquer paciente: alimentação saudável, não fumar, fazer atividades físicas, check-ups médicos.

3. E as perspectivas de cura?

Se descoberto no início são muito grandes. Acima de 90%. Mas infelizmente essa é uma doença, na maior parte dos casos, assintomática. Muitos pacientes só descobrem ao acaso.

Vão investigar algum outro problema, fazem um exame de imagem, e o médico acaba percebendo a presença do tumor. Em alguns casos podem ocorrer sintomas como dores na barriga e nas costas e/ou sangue na urina.

4. Como é feito o tratamento?

Envolve ações sistêmicas, que são aqueles tratamentos que caem na corrente sanguínea, como aplicações subcutâneas, venosas e medicamentos orais. E ainda cirurgia e radioterapia.

Quando descoberto no início, na maior parte dos casos, afeta apenas um dos rins. Pode-se fazer uma cirurgia para tirar parte do rim doente. Ou, se o tumor ainda for bem pequeno, queimá-lo com radiofrequência ou congelá-lo com crioterapia. Ainda nesses casos iniciais, após esses procedimentos, é muito importante monitorar o paciente para checar se o tratamento não afetou o metabolismo e, ainda, em caso de recidiva, perceber logo no início. Os pacientes com quadros de diabetes, pressão alta e outras doenças que afetem o rim, devem exercer um bom controle sobre esses quadros. Já no caso das doenças que avançaram para a metástase, raramente consegue-se a cura. Trata-se a doença para retardar o avanço e amenizar os sintomas.

5. Como proceder para manter o bom funcionamento dos rins?

Hábitos de vida saudáveis, como evitar o fumo e beber bastante água.

6. Beber muita água é uma boa regra? Quanto?

É recomendado, mas não existe uma motivação cientificamente estabelecida.

Publicado originalmente na edição 5 digital do Guia da 3a Idade

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