Saúde

Bexiga Hiperativa em Idosas. Já ouviu falar?

© racorn_Ralf Cornesse
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O termo Síndrome da Bexiga Hiperativa refere-se a uma condição clínica frequente entre pacientes com idade acima de 60 anos. A síndrome é acompanhada de sintomas de urgência miccional (vontade iminente de urinar) e idas frequentes ao toalete, em geral superior a 8 vezes no período diurno e 2 ou mais vezes no período noturno. Durante estes momentos de urgência poderão acontecer perdas de urina, no caso de não haver um toalete por perto.

A prevalência da síndrome é maior em mulheres, em torno de 30% delas relatarão as queixas e este índice aumenta de acordo com o avançar da idade.

Entre as possíveis causas, citam-se o próprio processo de entrada na menopausa onde há queda do estrogênio (o hormônio feminino é fundamental para um bom funcionamento do trato urinário feminino), doenças concomitantes como diabetes e doenças neurológicas, alterações intestinais, cirurgias prévias no trato urinário e genital, gestações passadas, obesidade, efeito adversos de alguns medicamentos etc. Estas condições levam a alterações na parte interna da bexiga, fazendo com que ela produza o desejo de urinar com mais freqüência, desejos estes que não conseguem ser controlados pela paciente, ocasionando perdas de urina e levando a paciente ao toalete a todo instante.

Para o diagnóstico, o médico urologista irá avaliar a necessidade de exames adicionais. Uma percentagem significativa dos pacientes está apta a ser tratada logo após uma história médica e exame clínico detalhados. Entretanto, algumas dúvidas podem surgir e o médico poderá solicitar exames adicionais como exame de urina, ultrassom do trato urinário e estudo urodinâmico.

O tratamento transitará desde medidas comportamentais (evitar líquido até 2 a 4 horas antes de dormir, evitar alimentos irritantes para bexiga como café preto, chocolates, condimentos e enlatados), reabilitação de assoalho pélvico, medicamentos, injeção de medicamentos diretamente na musculatura da bexiga e implante de neuromoduladores para controlar a inervação da bexiga.

A mensagem final é deixar claro que a síndrome é frequente, afeta muito a qualidade de vida do paciente e o médico urologista está apto a indicar um tratamento adequado o qual tende a se eficaz em até 80% dos pacientes.


Profa Dra Miriam Dambros Lorenzetti – Livre Docente em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo, Professora da Faculdade de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas, Médica Urologista da Clínica Célula Mater, São Paulo.

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